É uma das primeiras dores de quem está a crescer: a parte administrativa começa a roubar horas ao negócio, mas contratar alguém parece um salto grande. Antes de decidir, vale a pena olhar para os números reais de cada opção. Em 2026, há três caminhos principais.
Opção 1: contratar a tempo inteiro
O erro mais comum é olhar só para o salário. O custo real de um colaborador inclui muito mais do que isso. Para um administrativo júnior em Portugal, conta com:
- Salário bruto: cerca de 1.000€ por mês, pago 14 vezes ao ano.
- Segurança Social (TSU a cargo da empresa): mais 23,75% sobre o salário.
- Subsídio de alimentação, seguro de acidentes de trabalho e equipamento.
- Custos indiretos: recrutamento, formação inicial e o espaço de trabalho.
Somando tudo, o custo mensal real raramente fica abaixo de 1.500€, e sobe com facilidade para perto de 1.800€. A isto junta-se um risco que poucos contabilizam: se a pessoa sair ou se o volume de trabalho não justificar um horário completo, ficas a pagar tempo parado.
Opção 2: part-time ou trabalho temporário
Um administrativo a meio tempo reduz o custo, mas mantém os mesmos encargos proporcionais e a mesma rigidez contratual. O trabalho temporário, através de uma agência, resolve picos pontuais, mas tem margens da agência por cima e pouca continuidade. Funciona para substituições, menos para apoio regular.
Opção 3: externalizar (assistente administrativo externo)
A terceira via é contratar o apoio em outsourcing, pagando apenas pelas horas de que precisas. Não há encargos sociais, equipamento nem tempo parado: pagas um valor fixo mensal pelo trabalho efetivo. Na Digitask, por exemplo, os pacotes começam assim:
- Arranque, 180€ por mês (6 horas): ideal para quem está a começar.
- Profissional, 420€ por mês (12 horas): para microempresas com volume regular.
- Dedicado, 780€ por mês (24 horas): para PME que delegam o backoffice quase todo.
Há ainda trabalho à hora, a 45€, para projetos pontuais sem compromisso mensal.
Tabela comparativa
| Opção | Custo mensal típico | Compromisso |
|---|---|---|
| Administrativo a tempo inteiro | 1.500€ a 1.800€ | Alto (contrato) |
| Part-time | 800€ a 1.000€ | Médio (contrato) |
| Externalizar (Digitask) | desde 180€ | Baixo (3 meses) |
| Trabalho à hora | 45€/hora | Nenhum |
Então, quando compensa cada opção?
A regra prática é simples e tem a ver com volume:
- Se precisas de menos de 20 horas por semana de apoio administrativo, externalizar é quase sempre mais barato e mais flexível.
- Se precisas de apoio a tempo inteiro e contínuo, e já tens volume estável que o justifique, contratar passa a fazer sentido.
- Para picos pontuais (uma candidatura, um evento, uma migração de dados), o trabalho à hora resolve sem prender ninguém.
A maioria das microempresas portuguesas precisa de 5 a 15 horas de apoio por semana. Nesse intervalo, externalizar custa uma fração de uma contratação e evita o risco de tempo parado.
Como saber exatamente quanto pagarias
O custo depende do que precisas de delegar e da frequência. A forma mais rápida de saber é responder a cinco perguntas no nosso simulador: em menos de um minuto recebes o plano e o preço recomendados para a tua empresa.
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